quinta-feira, 20 de novembro de 2008

COMER, REZAR, AMAR

COMER, REZAR, AMAR – Elizabeth Gilbert
344 páginas – Editora Objetiva
Tradução: Fernanda Abreu.
Gênero – Biografia, memórias, viagens

Por que leu este livro?
Já tinha visto na lista dos mais vendidos, mas confesso que não estava muito disposta a lê-lo. Parecia meio bobinho. Mas, no aeroporto, resolvi dar uma chance para ele me acompanhar nas 12 horas de viagem.

O livro é sobre...
O livro é sobre a viagem da autora por Roma, Índia e Bali. Em Roma ela experimentou comer o quanto quisesse, ficar sem fazer nada e obedecer apenas às suas vontades. Se não queria ir à escola de idiomas, não ia. Se queria comer duas pizzas, comia. Engordou 10 quilos.

Já na Índia, ela vai para o interior do país, onde se instala por 4 meses em um asham, local para praticar meditação e para aprender a valorizar o lado interior. Pensar mais na alma.

Já em Bali ela encontra o amor nos braços de um brasileiro, Felipe.

O que achou mais interessante?
A forma como ela conduz o livro. Gosto de autores que conduzem a história de forma que você não tem vontade de parar de ler. Confesso que pulei umas páginas porque ela é meio chata em alguns momentos, principalmente na parte em que está na Itália. Tem algumas partes do livro que ela perde a mão.

Mas, mesmo achando um monte de partes bem chatinhas, a escrita da autora faz com que a gente queira terminar a leitura e saber o que acontece com ela na próxima página!

Pontos fracos?
Algumas de suas experiências são meio fantasiosas. Além disso, as descrições são exageradas. Para falar de uma pizza com queijo que de tão quentinho esticava, ela o descreveu como meias de seda de uma jovem senhora assanhada. Alguma coisa assim. Ela exagera quando descreve a forma com que se resolveu com o ex-marido, por exemplo. Surreal.

Ela ganha o leitor quando se mostra frágil e expressa sentimentos de fraquezas que todos nós temos. Mas, aos poucos ela acaba se fazem meio super-herói e isso nos afasta. Confesso que o final, na parte de Bali, eu estava contando as páginas para acabar.

Para quem indica?
Para todos que queiram viajar pela Itália, Ínida e Bali. Para todas as pessoas que queiram conhecer novas formas de ver a vida. Não que todo mundo possa sair em uma viagem como a da autora e, nem é isso o que ela prega, mas é uma forma de mostrar que a vida é muito mais que as obrigações do dia-a-dia.
A vida que a gente tem, foi plantada por nós. Ela não tenta fazer uma auto-ajuda. É apenas a história dela, o que funcionou para ela.

De um a dez, qual nota você dá?
Dou 8.

Flavia Mariano - http://www.depoisdos25masantesdos40.blogspot.com/

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9 comentários:

Georgia Aegerter disse...

Flavia, nao sei nao, o livro nao me convenceu.

Com certeza nao iria comprá-lo, pois gosto mais de livros dinâmicos ou de histórias medievais.

Um abraco menina, afoto está linda, linda!!!

sibele disse...

Olá,meninas!Passei aqui pra conhecer o blog de vcs e como fala em leitura já gostei,adoro ler,só não leio mais pq não tenho mias tempo.Ainda não li esse livro,já vi alguns cometnários sobre ele,mas não sei ianda se quero ler.Não tá na lista das minhas prioridades,hihih!
Bom fim de semana!
Beijos

Vivi Bastos disse...

E aqui já compramos, tá na pilha. Depois da crítica, vou deixar ele um pouquinho mais lá...rsrs

Beijocas

Carol by Carol disse...

OIII EU ouvi falar nesse livro na Oprah e tinha ficado curiosa
hummmmmmmm
abracaos gostei mto do blog

Sissi disse...

Hum... finalmente achei uma leitora do livro que não usou a sinopse das livrarias para me explicar enfim do que se trata esse livro. Realmente não me interessou. Estava desconfiada que não ia gostar mesmo e sua visão me ajudou a decidir! Gostei do seu jeito de analisar a obra! Abraços.

Jussara Gehrke disse...

oi Flávia!

encontrei seu blog nem me lembro onde...rsrs... gostei muito e já estou levando o link lá para o JUJU assim poderei acompanhar.

estou querendo ler este livro, vi a entrevista da autora no programa da Ophrah e gostei da historia, vou ler e venho dar minha nota aqui.

um beijo
JU

Lu disse...

Olá!
Finalmente encontro alguém com a mesma opinião que eu.
Nunca demorei tanto para concluir uma leitura, mas o livro não é nem um pouco dinâmico e parece um diário escrito por uma mulher comum, de imaginação bastante fértil...

Estou há semanas "parada na Itália"... rs

Comprei pq me falaram maravilhas sobre esse livro e tb pq quero ver o filme. Só espero que a Julia Roberts se saia melhor que a Elizabeth Gilbert.

Bye, girls!
Lu Santana.

Cucla disse...

Esperava mais do livro.
Gostei mais do que o ex dela escreveu.
"Comer, beber e fuder."

Ana Filipa Oliveira disse...

Parece que "Beber, Jogar e Foder" não foi realmente escrito pelo ex-marido dela. Segundo percebi, é criada essa ilusão, mas não é verídico. No entanto, isso não foi o que me fez escrever este comentário. Escrevo porque ao contrário do que li aqui, eu estou a adorar o livro. Acho que a fantasia da autora é de fazer rir e, mesmo que muit exagerada às vezes, é bastante humana. Acho que ela escreve aquilo que em muitas mulheres passam em pensamentos, mas que por pudor se desfaz de imediato. A parte que ela descreve a aprendizagem do italiano aproxima-me bastante pela minha aprendizagem do alemão também ter momentos cómicos e desafiantes, como ela descreve. Elizabeth demora-se em algumas passagens, como a do divórcio, mas, quanto a mim, são demoras que nos podem levar para o caminho da reflexão pessoal. Como é óbvio, o prazer da leitura é pessoal e eu ainda só vou na parte da Itália, mas só por este entusiasmo inicial, por mim, valeu a pena (até porque foi uma prenda de Natal :-) Eu recomendo a leitura a todas as pessoas, em especial mulheres, que queiram viajar pelo imaginário e o íntimo dos aspectos mais banais de um Ser Humano, neste caso do sexo feminino.

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