331 páginas - Editora Cosac & Naify
Tradução: Paulo Henriques Britto
Gênero: Romance, clássico
Por que leu este livro?
Porque é uma das melhores obras de um dos melhores escritores de língua inglesa, e pela forma como o autor narra a história. Faz com que os personagens pareçam ter vida e façam realmente parte da história.
O livro é sobre...
O desmembramento de uma família fracassada, destruída pelo comportamento do pai alcoólatra e dos filhos desequilibrados, no início do séc. XX (década de 20), que ainda viviam resquícios de escravidão.
Uma negra, Dilsey, antiga empregada, é o símbolo da resistência dos escravos e da vida.
Na história há também como protagonistas os três irmãos: Benjamin (o idiota, inspirado no drama Macbeth de Shakespeare), um retardado adulto que vive como uma criança sem fala, o que faz seu texto ser mais irregular e difícil;
Quentin, estudante de Harvard, suicida e suspeito de incesto com sua irmã Candy;
Jason, racista, revoltado por ter um irmão retardado, por não ter recebido dos pais a chance de Quentin para estudar, e por ter uma irmã devassa.
Pontos fracos?
Não há pontos fracos no livro, há sim a exigência de um leitor mais afeito a romances bem construídos e que exigem a atenção total do leitor.
O que achou mais interessante?
A forma como Faukner inspirou-se no idiota da citação de Shakespeare, em Macbeth, que diz que a vida é “uma história cheia de som e fúria, contada por um idiota e que não significa nada”, e como desenvolveu esse personagem, colocando-o para abrir o livro.
O idiota é um retardado mental de quem lemos suas impressões e pensamentos mal formados; no entanto, isso nos faz perceber melhor o mundo como ele vê e ter sua visão do que está a sua volta. Realmente uma grande idéia.
O livro todo é repleto da voz e pensamento de seus personagens, como se nos encontrássemos dentro de suas cabeças.
Para quem recomenda?
Recomendo para todos os leitores que gostam de romances bem elaborados, criativos e profundos, tratando de dramas sombrios da vida que mechem com quem os lêem.
Que nota você dá?
William Lial - Blog















