segunda-feira, 29 de junho de 2009

EVA LUNA

Eva Luna - Isabel Allende
318 páginas - Editora –Difel
Traducao -Carlos Martins Pereira
Gênero - romance, política

Por que resolveu ler este livro?
Por indicação de uma amiga blogueira.

O livro é sobre...
Muitas histórias. Muitas pessoas. Contando a estória de Eva.

O que achou mais interessante?
Achei interessante a história de alguns personagens. Um personagem muito legal foi Riad Halabi e a história que se seguiu com ele. Ela criou muitos personagens interessantes, mas não se entende bem porque ela não volta neles nunca mais. É como se ela estivesse atravessando um deserto e sabe que nao vai voltar então nao precisa saber que fim levou.
Pontos fracos?
Achei muitos. Para ser franca não gostei do livro. A autora se perde e se enrola em muitos personagens criados por ela. É uma confusao de muitos caminhos que ela cria. Os personagens são estrabólicos, com historietas inverossímeis. É quase impossível seguir o desenrolar da história porque ela muda os personagens de ambiente e nao dá um fim para eles.

Você se vê no meio do tiroteio e não sabe para onde ir.

A autora começa o livro com uns personagens ótimos que dariam uma bela história, com certeza, mas ela se perde saindo do local e colocando novos personagens que falam de tudo: política, guerra, sexo, menos na infância deles. Muito estranho.

Para quem indica?
Para ninguém. Fui ver as resenhas também em outros idiomas e vi que muitos outros acharam a mesma coisa que eu. Em algumas resenhas alemaes, eles chegam a dizer que é melhor guardar o seu dinheiro para algo melhor.

De um a dez, qual nota você dá?
Pela capa que gostei e achei um trabalho bonito, 5.


Geórgia - Saia Justa

10 comentários:

Depois dos 25, mas antes do 40! disse...

É bom perceber que este espaço também serve para mostrar alguns livros que decepcionaram. Se alguém gostou da leitura é só vir aqui e contestar, mas o interessante é esta liberdade de dizer o que fez sua cabeça ou não.

beijossss

Pedrita disse...

ah, eu amo esse livro. gosto exatamente dessa descontinuidade. beijos, pedrita

Marina Gomes disse...

Li hoje de manhã no livro Senhora de José de Alencar que o crítico elogiando ou não um livro, faz sempre uma propaganda. É o que ocorreu nesse post, apesar de não elogiar muito o livro a Georgia acabou por fazer algumas leitoras (eu por exemplo) a ficar morrendo de curiosidade para lê-lo. rs
Beijos meninas(os).

Roberta disse...

'Eva Luna' foi o livro que me fez gostar de ler.

A narrativa fantástica, o humor negro e o sarcasmo são marcas da escola literária que Allende segue.

Gosto não se discute.
Bj.

A Itinerante - Neiva disse...

Gostei desta resenha pela sinceridade. E olhe que já li alguns livros de Isabel Allende e se não foram ótimos, ao menos foram bons, então perigava ler este. Agora não mais. rsrs

La Sorcière disse...

Nossa, o livro é ruim?? Isabel Allende é TÃO boa....bom, não dá para acertar sempre, não é??
Seu blog é muito legal!
Bj

Georgia disse...

Oi, olha, eu nao gostei extamente porque as estórias nao se encontram, as estórias nao dao uma continuidade, é muito desconexo; como nao li nenhum outro romance da Isabel eu nao tinha como comparar.
O que foi que eu fiz entao? Pesquisei em inglês e em alemao e vi que eles tiveram a mesma opiniao neste livro dela. Talvez ela nao tenha sido muito feliz com Eva Luna;

Tem muita gente que gosta da autora e ai nem pensa mais se o livro é bom ou nao. Em nome da autora já diz que gosta da obra.

O bom desses espaco é que nao precisamos nos deixar ser manuseados.

Nao gostou da obra que leu? Temos todo o direito de deixarmos a n ossa opiniao.

Obrigada pelos comentários

Abracos

williamlial disse...

Isabel Allende não é uma das maiores escritoras do mundo, mas é umas das mais populares, e uma boa escritora. Sua literatura é simples, não tanto quanto uma Agatha Christie ou outro escritor menor, mas também não é uma grandiosa literatura. “Eva Luna” é um dos seus livros mais bem comentados. A descontinuidade é para ser entendida como a mistura da realidade e dos sonhos da protagonista. A forma das várias histórias é como uma Sheherazade latina. Quanto à opinião de ingleses e alemães sobre livros, ela não é uma condição para o livro ser bom ou ruim. Os americanos não são um poço de cultura, muito pelo contrário, os ingleses são melhores, mas não são infalíveis, os alemães já foram mais cultos, conheço muitos de dar pena. Então leia um livro porque o tema, a orelha, lhe chamou a atenção, você pode gostar ou não; também pode ler as opiniões de outros, de qualquer país, mas jamais faça da opinião dessas pessoas uma lei, não vejam os estrangeiros como superiores a nós, porque não são, apenas disfarçam melhor. E a prova de que não são melhores é o sucesso que faz por lá um "escritor" como Paulo Coelho, que nem sabe construir uma metáfora. Não sou um fã de Isabel Allende, mas os livros que li dela, inclusive o “Eva Luna”, não foram ruins. Mas esta é a minha visão.

Georgia disse...

William, seja muito bem vindo por aqui.
Só para esclarecer que nao baseei minha opiniao sobre o que li nos sites em inglês e em alemao; apenas pesquisei por pensar que eu seria a única que nao teria gostado da obra dela, já que Isabel é um nome de peso; e qual nao foi a minha surpresa em ver que outras pessoas tinham tido os mesmos sentimentos que eu em relacao a Eva Luna. Mas nao baseei o meu parecer sobre o livro baseado nessas opinioes, muito pelo contrário. Achei que eu estaria louca em ir nums entido completamente ao contrário a outra opinioes, mas nao foi assim e descobri que nem todos gostaram de Eva Luna.

Obrigada por sua opiniao.

Volte sempre

Silvana disse...

Discordo totalmente da Georgia.

O livro é ótimo e tem uma narrativa descontinuada, essa é uma característica dele. O desejo de encontrar o mundo, a magia, o cotidiano, a religião - mostrando a falta de perspectivas diante de sua infinitude.

O livro é o âmago de Allende, pois é quase sua autobiogerafia, descreve suas dores e sentimentos, a busca pelos direitos da mulher num mundo comendando por homens.

É a partir da trajetória de Eva Luna em uma sociedade excludente e injusta que Allende constrói a representação do povo latino-americano que impõe vagarosamente seu rosto à humanidade.

Este universo em que o livro foi escrito tem que ser levado em conta.

Geórgia, sua resenha foi péssima por desconsiderar um contexto histórico que envolve o tema. Depois vc descamba a comparar opinião própria com critica alemã e inglesa, que tb desconhcem nossas dores.

Lamentável...

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