segunda-feira, 25 de maio de 2009

LONGE DAQUI

Longe daqui – Amy Bloom
222 páginas- Editora Nova Fronteira
Tradução- Adriana Lisboa
Gênero - romance

Por que leu este livro?
Porque a sinopse chamou-me a atenção, especialmente, quando menciona o massacre do qual a personagem principal escapou e do paradeiro de sua filha no mesmo massacre. Mas, a sinopse não entrega quão denso o livro é.
O livro é sobre...
A história da busca de Lillian por sua filha. Após o massacre, Lillian parte para Nova York. Chegando lá, reinventa sua vida com as possibilidades que a vida lhe apresenta. Sem falar nada em inglês, decora uma fala ensaiada para conseguir um emprego no teatro Goldfadn. Acaba tornando-se amante de Meyer, o ator principal do teatro, e também de seu pai Reuben, o dono do teatro. Quando Lillian encontra uma prima também desaparecida no massacre russo, essa lhe diz que sua filha Sophie está viva.
É quando Lillian começa a empreender a custa de muito sofrimento sua jornada em busca de Sophie. Sem um tostão, apenas com sua fé e seus pés, Lillian empreende seu retorno para Siberia.
Pontos fracos?
Não sei dizer se há pontos fracos. Sei falar de fatos que me causaram estranhamento e choque, mas que desqualifica o romance.
De início estranhei o narrador onisciente, porém, depois constatei a sua importância na história.
O narrador participa ao leitor as entrelinhas, os pressupostos, o futuro e suas conseqüências. De modo que a impressão que se tem é a de participar ativamente dos acontecimentos na trama. Estranhei bastante a dureza da realidade exposta, e achei desnecessária muitas das brutalidades sexuais apresentadas ao longo da história.
O que achou mais interessante?
A presença do narrador onisciente, primeiro. A forma como a história é conduzida te afasta e atrai ao mesmo tempo, uma técnica que muito me intrigou.
A sensação que Longe daqui causou em mim: ler a saga de Lillian foi como assistir a uma flor brotando de um chão cimentado.
Para quem recomenda?
Arrisco a dizer que não se trata de um livro que colha o agrado da maioria. È para quem realmente gosta de ler de tudo e sobre tudo. A leitura fica por conta e risco de quem quiser.

Que nota você dá?
9



Vivi - Mixcelania

6 comentários:

Nadja Saori disse...

Parece bem legal!!! Não conhecia ainda, Não tinha ouvido falar. Boa dica!!!
Beijooooos

Nanda Botelho disse...

Gostei muito da descrição do livro, sai da leitura do post com uma ideia bem formada do livro.

Não sei se leria, pelo fato da "violência sexual desnecessária", mas a história me pareceu interessante.

Ponto para Vivi!

Abraço!

Vivi disse...

Só uma correção em pontos fracos: Mas que NÃO desqualifica o romance.

Mania de comer palavras que eu tenho.=P

Para explicar melhor, Lilian foge do massacre russo de 1924 e, como imigrante judia, tenta sobreviver na Nova york dos anos 20.

Flavia e Georgia agradeço a vocsê pela oportunidade de mais uma vez partcipar desse cantinho literário aconchegante.

Driza disse...

Opa, um bom livro com uma boa história.... fui fisgada.
bjs meninas

Driza

Georgia disse...

Vivi, é um prazer ter sua dica novamente por aqui. Eu acredito que esse tipo de livro é bom para firmar o pé da gente no chao. Penso que muitas das vezes nao sabemos dar valor a vida que temos e nem passamos um tantinho de coisas como muita gente já passou. Gosto muito de livros que narram fatos verídicos, as dificuldades e de como as pessoas encontraram um novo caminho para continuar sua jornada.

obrigada pela dica. Valeu.

Um beijo grande

A Itinerante - Neiva disse...

Pareceu-me realmente interessante. Gostei mais ainda quando menciona que não é um livro para todos e apenas para quem realmente gosta de ler, o que realmente distingue um bom livro.

Muito bom! :DD

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