segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

Eu Christiane F., 13 anos, Drogada, Prostituta



Eu Christiane F., 13 anos, Drogada, Prostituta
Kai Hermann e Horst Rieck
320 páginas - Editora – Bertrand Brasil
Gênero - Biografias, Drama

Por que resolveu ler este livro?
Aos doze anos de idade li a primeira edição e fiquei muito impressionado. Recentemente, li uma notícia de que a "autora" (biografada), hoje aos 46 anos de idade e mãe de um filho de 11 anos, voltou ao vício das drogas. Ela tem buscado antigas amizades e freqüentado uma praça de Berlin famosa por ser ponto de venda destas substâncias. Por isso, ela perdeu a guarda de seu filho.

Por isso, resolvi relê-lo.


O livro é sobre...
A obra originou-se do próprio interesse de Christiane F, em romper o silêncio e relatar seu depoimento aos jornalistas Kai Hermann e Horst Rieck sobre a questão dos tóxicos entre os adolescentes.
O livro tem início com o texto do processo (Berlim, 1978) em que Christiane colegial, menor de idade, é acusada de consumir, de maneira contínua, substâncias e misturas químicas proibidas por lei.
Foi acusada também de ter-se entregado à prostituição, com o propósito de juntar dinheiro suficiente para comprar drogas.

Após tudo isso, sua família se desestruturou: o pai ficou desempregado, a mãe pediu o divórcio, e o inferno instalou-se.
Christiane era surrada sempre e o lar, por ter-se transformado num ambiente hostil, fez com que ela procurasse as ruas.
O livro intercala o depoimento de Christiane com o de sua mãe, de policiais que tiveram contato com a menina e de psicólogos.
O que achou mais interessante?
O efeito que ele teve sobre mim, quando ainda pré-adolescente, e o medo das drogas e seus efeitos. Apesar do clima sombrio e da realidade crua e chocante, acho que todo adolescente deveria lê-lo.
Pontos fracos?
Não diria propriamente "fracos", mas as passagens são sombrias e mostram as coisas sem eufemismos. Acho que quem tem um grave ponto fraco é a autora, que retornou às drogas cerca de 5 anos após o lançamento do livro.
Para quem indica?
Adolescentes e pré-adolescentes de estômago forte. Talvez, usuários de drogas em tratamento também o devessem ler.

De um a dez, qual nota você dá?
Oito.

Oscar - http://oscar-vg.blogspot.com/
http://flainandonaweb.blogspot.com/


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26 comentários:

Giselle disse...

Uauuuuuuu,
esse livro é fortíssimo ...
Lembro-me que li qdo devia ter os meus quinze , dezesseis anos, e lembro que por noites tive pesadelos com partes do livro ...
O detalhe das cenas são tão ricos que vc se sente dentro do ambiente, se sente familiarizado com o que de fato está narrando, não por eu ter passado por aquilo jamais, mas parece que vc está em cena também , junto com Cristiane ...
Aiii acho que até hj lembro de passagens que ficaram no meu subconsciente, sem dúvida esse livro é bom a beça para adolescentes, pois abre uma ampla visão do que a droga de fato pode chegar ...
Li e reli e asisti ao filme também, mas no filme nada é tão bom qto ao livro ...
Eita, vc tirou esse livro do fundo do baú, tái gostei , rs...
Beijos e boa semana para vcs

CasalMarlboro disse...

Eu não li o livro, vou até procurá-lo, vi o filme quando adolescente ainda e foi muito importante pra mim, a forma como encarei a questão das drogas q pra mim ainda era um assunto totalmente distante.Me fez ficar sempre distante delas!

Georgia disse...

Oscar, esse livro é sensacional e que legal que a Editora Bertrand, o relancou. É um livro fortíssimo sim, mas muito exclarecedor.

Pais deveriam lê-lo independente de ter os filhos envolvidos com drogas ou nao.

Pessoas que têm algum conhecido neste mundo das drogas, deveria dar de presente. É um alerta, é uma forca para ajudar quem precisa sair deste labirinto.

Eu penso até que as ESCOLAS, poderia fazer deste livro uma dinâmica de grupo e discutí-lo.

Excelente a sua dica Osc@r.

Valeu!!!


Um grande abraco

nilda disse...

Já conversei com uma mãe que leu este livro e recomendou para a compra dele na biblioteca onde frequento.
Beijoca.
Nilda.
http://meucantin5.blogspot.com/

nilda disse...

Já conversei com uma mãe que leu este livro e recomendou para a compra dele na biblioteca onde frequento.
Beijoca.
Nilda.
http://meucantin5.blogspot.com/

Depois dos 25, mas antes do 40! disse...

Falando em drogas e pais, tem um livro agora que é a versão de um pai, um jornalista americano, que teve o filho envolvido em drogas e conta sua luta para tirá-lo do vício. O nome é "Querido menino". Ainda não li, mas parece ser muito interessante.

Beijocas

Eduardo P.L disse...

Georgia,

muito bom este seu blog! Só não oparticipo por causa do NOME! hahaha
Mas o cabeçalho é muito bonito.

Pedrita disse...

eu li há vários anos tb e fiquei impressionada. a marginalidade que essa moça passa a viver para conseguir as drogas é muito deprimente. beijos, pedrita

Ana Baldner disse...

Li o livro e vi o filme... é uma história muito chocante mas que na minha opinião todo adoslecente deve ler...

Fábio Mayer disse...

Nunca li esse livro, nem tenho estômago para tanto. Mas que é um alerta, é... o problema é que os adolescentes de hoje em dia, pensam que é piada.

Andréa Motta disse...

Nunca li este livro, mas já ouvi falar muito dele. Recentemente, falou-se dele novamente, pois a autora apareceu na midia por ter se envolvido com drogas de novo. Já estou preparando outra indicação também. Beijos!

qualiblog disse...

Eu li este livro a muitos anos e ele me ajudou a formar um conceito próprio sobre o uso de drogas, sem no entanto ter de me envolver nesse tipo de experiência.
É uma leitura marcante e já o indiquei para diversas pessoas, todas ficam impressionadas com a biografia de Christiane!
É espetacular o efeito que causa em quem lê e um ótimo meio de introduzir o assunto para adolescentes. meu filho está com 11 anos e pretendo que leia o livro e conversemos sobre ele.

Ceci disse...

OlA, vim por indicação da Georgia, encontro depoimentos interessantes, leitores e leituras. Não li esse livro, o tema talvez por ter tido contato com tantas histórias reais, eu como educadora, então sei como esse mundo é perturbado, sofrido e difícil de ser vivido. Parabéns ao site, e aos leitores que expõem seus pontos de vista.
Abraços!

Teca disse...

Esse livro é excelente e as escolas deveriam adotar para pre-adolescentes e adolescentes.
Ele é assustador!
Obrigada pelo convite, e pela visita.
Adorei a ideia do blog, parabens!

Kall disse...

Com ctz um livro que causara muitas mudanças no quesito drogas.
Otima dica.
Bjos a todos.

luluonthesky disse...

Nossa esse livro foi famoso na época da minha adolescência, rolou até filme.
Big Beijos

Lucia Cintra Stevenson disse...

Eu tb li esse livro qdo tinha uns 12 ou 13 anos e fiquei muito impressionada. Mesmo naquela idade, nao entendia como alguem conseguia viver daquela maneira.

Me lembro bem de conversar bastante a respeito com minha mae, pois tudo aquilo era novo pra mim e so queria ou tentava entender o por que das decisoes dessa menina. Nao foi o motivo principal de eu nunca ter experimentado qq tipo de droga na vida - nunca sequer experimentei nem cigarros - e meus pais souberam nos orientar bem, mas a historia me deixou impressionada.

Lucia

Nanda Nascimento disse...

Que bacana este seu blog. Adorei!
Ainda não li este livro mais depois do relato do oscar fiquei curiosa.

Beijos e flores!

Aninha Pontes disse...

Não conhecia o livro, mas pelo relato do Oscar, achei interessante.
Taí algo interessante também prá nós educadores, e casos como o dela, tem aos montes por aí.
Pena, é a vulnerabilidade do ser humano.
Um beijo

valter ferraz disse...

Este livro fez parte das leituras obrigatórias da maioria dos adolescentes da minha geração. E também o filme. Deu origem a vários outros livros e filmes que exploram o assunto pornografia e drogas.
A história é conhecida. Artistas também passam por isso. Cantores/cantoras estão vivendo o mesmo drama. A recaída é encarado como algo normal, umavez que uma pequena parcela consegue se livrar definitivamente.
Parabéns Oscar Luis pela participação.
Abraço forte

"Ouça a PIER FM, a rádio que toca o coração"

Rosamaria disse...

ótima indicação, Oscar! Dei este livro para meus filhos lerem quando eram adolescentes.
Bjim.

Cybele Meyer disse...

Li o livro quando tinha 14 anos escondida de minha mãe que proibia o assunto, imagine ler o livro. Minha amiga de escola, que tinha o livro, levava todos os dias e eu lia durante o recreio. Pensa que demorei para ler? Pois eu devorei! E o pior que ia ler na gruta da Nossa Senhora, pois estudava em colegío de freiras. Imagine se as freiras descobrissem...
Depois vi o filme. Gostei mais do livro. Quando minhas filhas tinham esta idade, dei o livro para elas e assistimos juntas o filme.
Este filme e livro não tem época. É sempre atual.
Adorei este espaço. Já me associei! rsss
Parabéns!

Osc@r Luiz disse...

Minhas amigas...
Indescritível a sensação de lisonjeio que me proporcionaram.
Não apenas com o gentil convite, mas por ter o privilégio de por alguns momentos ficar rodeado por algumas das mais cultas e almas que a internet me permitiu conhecer.
Foi impossível conter a euforia e por isso, hoje, fiz uma alusão no By Osc@r Luiz ao privilégio que me proporcionaram.
Então quero deixar um "muito obrigado" especial a cada autora deste maravilhoso projeto e também um para cada blogger que se deu ao trabalho de comentar e manifestar a sua opinião.
Desejo a todos um Feliz Natal e um 2009 repleto de realizações!

DO disse...

Parabens,OSCAR. Como disse no seu blog: uma honra para poucos.

Abraços!

Adelino disse...

Oscar, a sua observação foi perfeita quando fala da influência positiva que o livro teve na sua pré-adolescência.
Tive experiência semelhante quando ainda criança (acho que não tinha censura naquele tempo) vi o filme FARRAPO HUMANO, com Ray Milland (ele ganhou o Oscar, salvo engano meu). O pré-adolescente, adolescente ou mesmo o adulto que visse aquele filme jamais tocaria num copo de bebida alcoólica ou pelo menos seria bem moderado no seu uso.
Meus parabéns pela indicação.
Feliz Natal, e meus parabéns igualmente à "produção" do blog.
Abs

Ana Oliveira disse...

Nossa, lembro que li esse livro quando tinha uns 10 anos. Umas meninas mais avançadinhas da turma da escola compartilhava meio que clandestinamente pro grupo. Lembro que a gente ficava em extase, tipo, descobrindo o submundo. Legal ter sido através da leitura e não na vida real.

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