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segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Encontros Sagrados

Encontros Sagrados – de Roma a Jerusalém - Tamara Park. Dei
336 páginas -
Tradução: Lenita Ananias
Gênero: Viagem, Peregrinação, Autoconhecimento

Por que leu este livro?
Tenho interesse por idéias que só de estarem no imaginário já parecem uma aventura. E viajar é sempre assim. Quando se viaja sem pretensão, sem expectativas, vivemos coisas incríveis. Imagina quando temos o objetivo de conhecer e explorar outras culturas.

A ideia de conhecer as pessoas que vivem e convivem com estilos de vidas diferentes, voltados para três grandes religiões, me pareceu bem interessante e, como toda jornalista, a curiosidade falou mais alto.

O livro é sobre...
O livro é sobre uma viagem da norte americana Tamara Park. Ela percorre as cidades e regiões que constituem o eixo das três principais religiões monoteístas - o cristianismo, o judaísmo e o islamismo. Conhecer culturas e conversar com gente que enfrentou guerras, conflitos étnicos, estagnação econômica e até perseguição religiosa levam a autora ao conhecimento de outras visões da espiritualidade que jamais imaginaria.

O que achou mais interessante?
Eu não sou religiosa, e por isso achei interessante a angustia da autora em querer descobrir o porquê de tantos conflitos religiosos pelo mundo, angustia que eu acredito que muitos de nós temos. Também gostei das aventuras pelas quais ela passou. Visitou lugares lindos, passou por momentos engraçados e comeu de tudo um pouco (o que é legal, porque nós ganhamos umas receitas a mais pra fazer em casa ou comer fora).

Pontos fracos?
Por ser um livro sobre uma viagem, acho que faltaram fotos para ilustrar os lugares que ela passou.

Para quem indica?
Para todos que gostam de viagens e se aventuram mundo afora. Para que não tem preconceito em conhecer outras culturas e ideologias. Pra quem gosta de estudar o comportamento dos outros pelo mundo afora.

Nota?
8,0.
Daniela Gonçalves - Blog

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terça-feira, 15 de dezembro de 2009

DIA 15! Dia do homem do mês!!!


O nosso homem do mês nos apresenta algo muito especial!
A CONQUISTA DAS ESTRELAS E A VOLTA DOS MORTOS
Autor: Peter Hamilton

O livro é sobre...

Em um futuro remoto os homens conquistaram as estrelas, espalhando-se por galáxias e formando uma confederação que reúne os planetas colonizados pelos humanos e, também, os de outras raças, encontradas ao longo dos anos de expansão. A Terra, planeta mãe, continua sendo um dos centros dessa nova formação política, mas com imensos problemas, populacionais e de meio ambiente, o que leva à maciça emigração dos terráqueos, à procura de novos espaços e de novos mundos onde pretendem recomeçar, fazendo as coisas de forma diferente.

Este é o cenário básico para A Night Dawn, uma trilogia escrita pelo britânico Peter Hamilton, dividida em três volumes, que conta, de um lado, a expansão da humanidade, e de outro, os problemas que enfrenta ao fazê-la, até se deparar com um evento de ruptura: a descoberta que temos uma alma imortal, que o purgatório existe e que estas almas podem voltar ao mundo normal, invadindo e possuindo os corpos dos vivos. E neste caso, graças a uma disfunção da realidade – The Reality Dysfunction – que é o nome do primeiro volume, a possessão ocorre em vários planetas, subjugando milhões de humanos e causando uma guerra entre os possuídos e não possuídos, estes em busca da preservação do seu espaço de vida e da recuperação dos corpos possuídos, devolvendo-os aos seus legítimos donos, que não são mortos, mas subjugados pelos possessores.

Esta é uma longa trilogia, valeu a pena?

Sim! Já a partir da leitura do primeiro capítulo do primeiro livro. Agora, acabo de terminá-la e é por isso – e pelo convite feito pela Geórgia e a Flávia – que estou dizendo, aqui, o que estou lendo. Neste caso, mais uma vez, transformo-me em um “bendito entre as mulheres”.

Embora não seja “ela”, sinto-me honrado com esta segunda participação no blog. E mais ainda por trazer aqui um autor que, acho, poucos conhecem, e falar de um assunto que não é muito comum entre as leituras da maioria, que é a ficção científica.

Além de não ser, pelo menos no Brasil, um dos assuntos mais populares, a leitura da trilogia traz um outro desafio, que é o fato de os livros estarem em inglês. Cheguei a procurar, mas não encontrei edições em português. No Brasil, com certeza, elas não foram lançados.

Para quem recomenda?

Para quem lê inglês, interessa-se pela especulação de como será o futuro, de como construiremos nosso espaço na Terra e vê a possibilidade de os humanos, um dia, chegarem às estrelas, garanto que é uma leitura agradável e muito interessante. Não consegui parar de ler!.

O que achou mais interessante?

Usando o futuro como cenário, nela estão inseridos assuntos como a ecologia e a forma como tratamos o planeta, com os impactos que estamos causando e que consequências elas podem trazer.

Outra discussão é a função da possessão dos vivos pelos mortos há todo um pano de fundo filosófico, não só em relação à crença em uma outra vida, mas sobretudo na reafirmação, a partir da ruptura da realidade e do aparecimento das almas “perdidas”, da existência – comprovada – de que os humanos – e não só eles, mas os seres sencientes – têm mesmo uma alma e que o purgatório existe. A partir desta descoberta fica a questão de como podemos nos tratar sabendo da existência da alma e buscando descobrir o que faz com que uma fiquem no purgatório enquanto outras não.

Será que existe um paraíso? Será que estas almas estão mesmo no purgatório? Não estarão elas no inferno? Qual o papel das religiões nesta hora? As questões são colocadas de um modo prático, mas passam, também, através de vários personagens, por uma funda reflexão filosófica.

O dilema religioso fornece um dos contextos para o desenvolvimento da obra.

Sei que o tamanho da trilogia, quase 3,5 mil páginas, assusta e pode desanimar. O que posso garantir é que a leitura é ótima e que temos um final surpreendente. Ele, de qualquer modo, não encerra as discussões feitas ao longo do livro, mas esclarece alguns pontos, pelo menos na ótica do autor e de seus personagens. Foi uma leitura longa e muito agradável. O que o inglês Peter Hamilton fez foi construir uma nova realidade, avançando no futuro.E para realizar sua obra fez um esforço fenomenal de criação. O assunto é original, a abordagem também o é e a visão de futuro que ele traz nos dá esperança de que, um dia, conquistemos as estrelas e o faremos em paz. Recomendo. E tenho certeza de quem se aventurar pela leitura irá gostar.

Lino Resende

quarta-feira, 3 de junho de 2009

CORAÇÃO DE TINTA

Coração de Tinta – Cornélia Funke
456 páginas – Companhia das letras
Gênero: Lit. estrangeira, aventura

Por que leu este livro?
Eu sou de momento. Leio o que estou sentindo muita vontade. Quando li esse livro eu estava afim de algum tipo de aventura e faz de contas.

O livro é sobre
É sobre MO que decidiu nunca mais ler um livro em voz alta e, apesar de sua filha amar livros, ela nunca conseguiu fazer com que o pai lesse uma única história para ela.
Há um mistério em torno do sumiço de sua mãe que desapareceu quando ainda era pequena e a aparição de grandes personagens do mundo de faz de contas.

Pontos fracos?
Nenhum.

O que achou mais interessante?
A personagem que ama os livros. Me identifiquei muito com ela porque para mim livros são como tesouros. Uma fonte inesgotável de conhecimento.

Para quem recomenda?
Para todos que gostam de aventura e faz de contas.

Que nota você dá?
10


Taty Lugato

segunda-feira, 26 de maio de 2008

ZORRO - COMEÇA A LENDA


“Zorro - Começa a lenda” - Isabel Allende
415 – páginas - Bertrand Brasil
Gênero: Ficção

Por que resolveu ler o livro?
Conhecia a escritora, mas não havia lido nada dela. Num dos "passeios" à Livraria Cultura, em Recife, a capa me chamou a atenção (título em relevo, vermelho, parecendo sangue) e peguei pra ler. Li boa parte em cerca de 2 horas, de tanto que me prendeu. Mas meu marido, na época, e filho chegaram e tive que deixar lá. Nunca mais encontrei em nenhuma livraria, até que ano passado, minha filha me mandou dedicatória:"Presente de saudade (se é que saudade é motivo pra presente) ...Te amo. Line."
O livro é sobre...
A origem do Zorro. Dos avós a Dom Diego. Conta a primeira das aventuras do Zorro, na Alta Califórnia, em 1815, mas deixa a história em aberto, já que é por demais conhecida através de filmes e seriados de TV. O gran finale é uma daquelas “grandes sacadas” que você se acha o máximo se consegue descobrir antes de ler. Eu consegui!
É interessante a maneira como a autora consegue transitar entre diferentes culturas com tantos detalhes, nos fazendo mergulhar em mundos novos. O livro tem um tom romântico apesar de ser de aventura, além da visão tipicamente feminina de "assuntos de homens", como a ocupação espanhola das Américas, guerras com os índios, política interna espanhola, etc. Explica a origem do nome Zorro.
Pontos fracos?
Para algumas pessoas pode ser o tamanho, às vezes livro grosso assusta...
Para quem indica?
Para quem gosta de uma boa leitura descompromissada.
De um a dez, qual nota você dá?
Dez, com louvor.

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elasestaolendo@yahoo.com.br

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