sábado, 9 de janeiro de 2010

EU PRISIONEIRA DAS FARC

Eu prisioneira das Farc - Clara Rojas
208 páginas - Ediouro
Gênero: biografia, relato, diário

Por que leu este livro?
Porque ganhei de presente e já me interessava pela história.

O livro é sobre...
Sobre os seis anos em que Clara Rojas, diretoria de campanha do partido Oxigênio que tinha como candidata Ingridi Bitencourt, ficou sequestrada. Durante este tempo foi mantida, junto com vários outros sequestrados, na floresta.

Ela foi sequestrada junto com a Ingridi em uma siutação onde ela mesma admite que foi inconsequente.
O livro mostra o dia a dia de uma pessoa sequestrada pelas FARC, um temor na Colômbia. Pessoas ficam reféns por décadas.
Pontos negativos?
Em alguns momentos parece meio enrolação. Fala demais no filho e na família. Ela diz que fica em jejum nove dias, vinte dias e isso parece meio incabível no meio da selva, tendo que fazer longas exaustivas caminhadas.

Em alguns momentos ela fala de de si como uma santa. Não relata nenhum momento em que ela foi a causadora de conflitos.

Mas o que deixou o livro a desejar demais, foi o fato dela não ter esclarecido os dois únicos fatos que fazem sua história mais curiosa do que a dos outros sequestrados:

- Por que Ingridi se afastou dela já que eram tão amigas? Qual o motivo?

E o principal:

- De quem é o filho que teve na selva? Foi estuprada? Transou por que queria? Com guerrilheiro ou com sequestrado?

Pontos positivos?
Mostra com clareza como é difícil a vida de uma pessoa nessas condições absurdas. Ficar seis anos dentro de uma mata fechada sem poder ter suas necessidades básicas supridas.

Seus relatos mostram as situações péssimas como ser devorada por formigas. Ou o fato de ter que se exercitar para não enlouquecer diante da rotina sem perspectiva.

Para quem indica?
Para todos. Até mesmo estudantes que queiram entender melhor como funcionam esses sequestros tão comuns na Colômbia.

Nota?
8. O livro em si é legal, mas não poderia dar dez se ela não responde às únicas questões que despertam curiosidade em sua vida.


7 comentários:

Dalva Nascimento disse...

É uma história que sempre atiça nossa curiosidade, por ser tão polêmica. Creio a leitura deve ser emocionante, levando você a viver junto com ela o pesadelo que foi.

Valeu pela dica!

http://saia-justa-georgia.blogspot.com/ disse...

Flavia, adorei sua resenha, é isso mesmo. O livro teria que responder a essas perguntas.
Muito estranho o caso do filho...será que ela se deixou engravidar pensando que assim ela poderia ser solta?
Nao saberemos...

Valeu a dica.

Beijao

Pedrita disse...

deve ser um bom livro, mas ela realmente não deve ter tradição literária. é possível o jejum, mas avaliando como comer menos, pão e água. não jejum completo. beijos, pedrit

Anônimo disse...

É uma história interessante sim, mas esses pontos negativos que foram levantados realmente são relevantes.

ótima indicação, mas prefiro romances :p

bjoka

Unknown disse...

Esse eu quero muito ler!!! Apesar de saber que minhas perguntas vão ficar sem respostas... Sou fascinada pela história da Clara e da Ingrid. Nessa linha, já li "Cartas à mãe direto do inferno", da Ingrid Betancourt.

Obrigada pela dica!

Mi Müller disse...

Báh eu também achei a história fraca e com as duas lacunas que tu citastes, achei o texto mal construído e frágil, me pareceu auto-promoção e tom e auto-piedade não me agradou nem um pouco. Bom deu pr notas que não gostei?! Pois é.
estrelinhas coloridas...

Roberta de Souza disse...

Flávia, ela explica sim.
Bem no meio do livro, ela diz que elas começaram a se afastar depois das tentativas de fuga que não deram certo, quando o pai da Ingrid morreu, e ela ficou distante e extranha e começou a "podar" a Clara.

Do filho ainda não sei... To no meio do livro ainda! rs

bj
beta

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